10 anos de voo do ANU

O poeta e performer Wilmar Silva abre na quarta-feira,10 de Agosto de 2011, a partir das 19h30, na Cinecittà, Rua Aimorés, 582, Bairro Funcionários, Belo Horizonte, Minas Gerais, a mostra híbrida “ANU” 10 anos, com o lançamento de uma edição especial de 10 anos do livro ANU, não-texto de biopoesia, pela editora Sereia Ca(n)tadora (SP) em diálogo ao vivo com exposição, instalação, performance, videopoema, objeto, grife, o drink “ANU” preparado especialmente para o evento, debate com os poetas, editores e ensaístas Ademir Demarchi (SP) e Mário Alex Rosa (BH), e no dia 23 de setembro o encerramento com a apresentação da performance NEONÃO poesia biosonora com a participação do guitarrista Francesco Napoli.

O experimental ANU de Wilmar Silva completa 10 anos de vida. A primeira edição de ANU aconteceu em 2011 pela Orobó Edições, quando o poeta e performer realizou uma performance de ocupação do Centro de Cultura de Belo Horizonte, mostrando uma poética da pós-vanguarda que nascia no século XXI. ANU tem provocado interesses de artistas de todo o mundo, sendo objeto de reflexão sobre os sentidos de uma linguagem de ruptura. Mas somente em 2008 ANU voltou a circular, recebendo duas edições, uma edição limitada pela Anome Livros e uma edição nacional pela Confraria do Vento, Rio de Janeiro. Em 2010, Wilmar Silva publica "Yguarani", poética não completa, em Portugal, pela Cosmorama Edições, contendo ANU.

Ainda em 2010 é publicado no Brasil "Silvaredo", poética não completa, também contendo ANU. Em 2011 ANU é publicado na Bolívia pela Yerba Mala Cartonera. E agora em celebração aos dez anos, a editora Sereia Ca(n)tadora (SP), publica o não-texto de biopoesia de Wilmar Silva, ANU, que será lançado no dia 10 de agosto de 2011 com uma mostra no Cinecittá, apresentando não apenas o livro, mas diálogos híbridos entre poéticas e políticas, ANU híbrido, ANU ensaio, ANU livro, ANU objeto, ANU performance, ANU instalação, ANUvídeo, ANU grife, ANU drinque, ANU radicalmente livre em busca da vida.

Para o poeta Alécio Cunha “O que antes era uma espécie de agrolírica nos poemas de Wilmar Silva metamorfoseia-se, agora, em um espaço de reflexão sobre o desordenamento da linguagem, local de embate entre forças centrífugas e centrípetas que ecoam da própria estrutura do poema.” Para o poeta Ricardo Corona “Em ANU, entre outras, a proposta é de mudança radical nos modos de ler e sentir o poema, investindo mais no que, conceitualmente, Mário Faustino chamou “vida-toda-linguagem” do que no significado imediato das palavras.”

Para o poeta Márcio-André, “ANU desencadeia um livro cujas relações semântico-sonoras encontram eco mais recente no Galáxias, de Haroldo de Campos, e no poema Cidade, do irmão Augusto, mas também na poésie partition de Bernard Heidsieck e na gagueira rítmica de Ghérasim Luca. É portanto um fruto do concretismo, mas sem aderir ao seu manifesto, mas cuja importância não pode ser ignorada como uma nova dimensão da poesia que emerge no cenário literário brasileiro. ANU nos apresenta um novo mundo, uma nova forma de pensar a poesia, e ainda dispomos de poucos críticos verdadeiramente atentos para perceber o que oferece. É um livro ousado, que ainda não foi lido com ousadia.” Para o curador da Bienal Internacional de Poesia de Brasília, Antonio Miranda: “Podemos dizer, com convicção, que Wilmar Silva vai ser o poeta experimental contemporâneo com a mesma importância que atribuímos ao grande Affonso Ávila por suas criações na metade do século passado. Wilmar Silva não é um poeta fácil, de uma legibilidade banal, exige que a nossa leitura seja recriadora, não apenas decoficadora, mas também atribuidora de sentido. A arquitextura de Wilmar Silva transforma a plástica do poema em seu significado, a forma não é decorativa, é significante.”

Ativista da poiesis Wilmar Silva tem trabalhado com projetos de poesia que inseriram Minas Gerais em diálogo com as poéticas contemporâneas de agora no Brasil e no mundo. Exemplos do projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas que acontece semanalmente desde 2005 nos jardins internos do Palácio das Artes, do projeto de pesquisa de poesia de línguas neolatinas PORTUGUESIA Minas entre os povos da mesma língua, antropologia de uma poética, contraantologia em livrodvd com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil (MG), com 5 poemas de cada poeta e 2hs de videopoesia em DVD, encartado ao livro, gravado in loco durante as viagens do poeta em 2008, do programa TROPOFONIA, uma experiência de linguagem, que vai ao ar às segundas-feiras, 23 às 24hs, pela rádio educativa 104, 5 UFMG, do projeto de ecoperformances de poesia biosonora que Wilmar Silva tem apresentado no Brasil e América Latina, Europa e África.
WILMAR SILVA, Rio Paranaíba, Minas Gerais, Brasil, 30/04/1965. Poeta, performer, editor, curador, artista visual e sonoro. Ensaísta/criador/curador do projeto de pesquisa de poesia de línguas neolatinas PORTUGUESIA MINAS ENTRE OS POVOS DA MESMA LÍNGUA, ANTROPOLOGIA DE UMA POÉTICA (Anome Livros/MG/Brasil, 2009), contraantologia em livrodvd com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil (Minas Gerais). Fundador/editor da Anome Livros, prêmio Jabuti/2009. Curador do projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas (Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais/Palácio das Artes/Belo Horizonte/MG/Brasil). Diretor/roteirista/apresentador do programa Tropofonia (prêmio Roquette-Pinto/2010), rádio educativa 104,5 UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Poesia traduzida e publicada em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, finlândes, húngaro. Performances de poesia biosonora apresentadas no Brasil e América, Europa e África.

MOSTRA HÍBRIDA “ANU”, de Wilmar Silva

Cinecittà
Rua Aimorés, 582
Bairro Funcionários
Belo Horizonte/MG/Brasil
31 2516 2967
wilmarsilva@wilmarsilva.com.br

Assista o vídeo experimental feito pelos poetas participantes do Congresso Brasileiro de Poesia em 2009 a partir do livro ANU, de Wilmar Silva.

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