Reinauguração do Palladium prevista para março foi adiada. Espaço multiarte promete mostrar novos talentos artísticos


Teatro, cinema, música, dança, artes plásticas, artesanato e demais setores da cultura mineira que esperavam ansiosos o dia de hoje, 28 de março, terão que esperar até o final de abril para a inauguração do Sesc Palladium Domus Artium, que ocupa as dependências do antigo Cine Palladium e terá entradas pela Avenida Augusto de Lima e Rua Rio de Janeiro, no Centro. Autoridades, artistas e convidados conheceram esta semana o moderno centro de entretenimento e lazer, que terá como ponto alto a segunda maior sala de espetáculos do estado, com 1.350 lugares – o primeiro é o Palácio das Artes, na Avenida Afonso Pena, no Centro de Belo Horizonte.

Para a maioria dos presentes, a visita representou um trailer de uma atração que vai fortalecer as artes, apresentar grandes produções e, de forma especial, dar espaço a novos talentos. Na empreitada, o Serviço Social do Comércio (Sesc Minas Gerais), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), investiu cerca de R$ 70 milhões, entre projeto, construção e equipamentos de última geração.



Para a estreia está prevista apresentação do Grupo Corpo e uma exposição de arte popular do acervo da instituição, adiantou o chefe da Coordenação de Artes e Cultura da instituição, Joubert Cândido Rodrigues. “Vamos mostrar a performance do artista Marco Paulo Rolla (foto ao lado) e outros brasileiros que fazem sucesso na Europa, ainda pouco conhecidos por aqui”, destacou. Ao pisar o palco pela primeira vez, com o grupo de convidados, os artistas Toninho Horta, Célio Balona, Túlio Mourão e Juarez Moreira não resistiram e aplaudiram o teatro, construído dentro da mais moderna tecnologia de acústica e sonorização. “Eu assisti a muitos filmes aqui, nos tempos do Cine Palladium. Posso dizer, portanto, que esse é um Cinema Paradiso ao vivo”, comentou Célio Balona, satisfeito, ao olhar para a imensa plateia, com poltronas escuras, e se lembrar do filme italiano de 1988 escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore, que retrata a história de um homem e do cinema de sua infância. Para Balona, o Palladium Domus Artium (casa das artes, em latim) não fica nada a dever às melhores casas de Nova York, Paris e Londres. “É um régio presente para BH, um equipamento cultural maravilhoso.” Ao subir pelo elevador de carga que dá acesso ao teatro e galerias, Toninho Horta, instrumentista e produtor cultural, já imaginava um piano de cauda sendo transportado. “Fico feliz ao ver um teatro assim na capital, com qualidade acústica. Impossível a gente não ter vontade de se apresentar aqui e ver outros artistas”, afirmou. Ao lado, Túlio Mourão destacava o caráter de grande centro de produção que a casa já exibe. Com 15 metros de boca de cena, 14,5m de profundidade e 7,5m de pé direito, o palco, que tem elevador hidráulico, poderá receber todos os tipos de espetáculos, das peças aos grandes musicais, disse o gerente da casa, Fernando Penido. A acessibilidade foi contemplada em todo o prédio.



ESPAÇO PARA NOVOS TALENTOS


O presidente da Fecomércio, Lázaro Luiz Gonzaga, disse que os mineiros vão receber uma das maiores casas de espetáculo da América Latina. E o diretor regional do Sesc Minas Gerais, Namilton Coelho, acrescentou que uma das características principais será dar voz e oportunidade a quem ainda não teve vez: “Nosso objetivo será mostrar os novos talentos, em teatro, artes plásticas, dança, música e outros segmentos culturais”.


O Palladium terá um cinema com 80 lugares e entrada sempre gratuita – a estreia simultânea será com o filme Vinho de Rosas, da cineasta mineira Elza Cataldo, O fim do sem fim, de Cao Guimarães, e Pequenas Histórias, de Helvécio Ratton. Contará ainda com teatro de bolso, também com 80 lugares, biblioteca, café e galeria de arte, além de salas para cursos (música, dança e teatro), salas para eventos de negócios, feiras e congressos e estacionamento para 130 veículos.


A nova construção, com projeto interno da arquiteta Angela Roldão, tem quatro andares subterrâneos (estacionamentos), pilotis, sobreloja, e restaurante e cobertura a cargo do Senac. No total, serão oito andares com 14 mil metros quadrados de área construída.

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